Anticoncepcional, qual usar?

Conheça os diversos tipos e saiba sobre os mitos

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Quando uma mulher inicia sua vida sexual deve se informar sobre os métodos para evitar a gravidez e as doenças sexualmente transmissíveis. Conversamos com a ginecologista Flávia Fairbanks sobre os métodos anticoncepcionais para evitar gravidez.

O anticoncepcional, também chamado de método de contracepção, é responsável por evitar a gravidez. Ele pode ser uma ou mais ações, que são adotadas como forma de prevenção. São muito usadas hoje em dia, principalmente, referente ao planejamento familiar, “os métodos anticoncepcionais podem ser tanto para homens, quanto para mulheres”, lembra Flávia Fairbanks. E informa que há outras opções, além dos tradicionais pílula, DIU e diafragma, como o  implante subcutâneo, adesivo e anel vaginal.

Flávia Fairbanks lembra que existem mais de 50 pílulas anticoncepcionais disponíveis para as mulheres. Essa diversidade acontece devido a diferentes tipos e dosagens de hormônios. As pílulas mais conhecidas no mercado são compostas por dois tipos de hormônio, o estrogênio e a progesterona. “A quantidade e o tipo desses hormônios podem variar e é por isso que a escolha do anticoncepcional deve ser individualizada. As composições são diferentes, assim como seus efeitos. Portanto, uma pílula que serve para uma mulher pode não servir para outra”, explica Fairbanks.

Para a doutora Flávia a pílula anticoncepcional é o método mais indicado na adolescência. “É um período que buscamos reduzir os efeitos colaterais. Afinal, falamos de meninas muito jovens e que ainda estão no processo de desenvolvimento.” E lembra que cada pessoa tem um organismo e que reage do seu jeito próprio e por isso mães e amigas não devem indicar medicamentos para outra pessoa. “O ideal é a adolescente procurar um ginecologista e pedir orientações, assim como uma consulta para avaliação do medicamento”.

 

Os métodos mais conhecidos são:

  • Preservativo masculino e feminino
  • Esponja contraceptiva
  • Diafragma
  • Pílula Anticoncepcional
  • Adesivo contraceptivo
  • Vasectomia
  • Ligadura de trompas
  • DIU de progesterona
  • Implante de progesterona
  • Injeção de hormônios
  • Anel vaginal

Diminuição das cólicas menstruais
A pílula é um excelente meio para controle de cólica menstrual. Quem tem endometriose, por exemplo, que é caracterizada por muita cólica menstrual, um dos tratamentos de primeira linha indicados é o uso de pílula anticoncepcional. A pílula diminui a liberação de substâncias inflamatórias que causam a cólica durante o período menstrual.

Alguns remédios podem anular o efeito do anticoncepcional
Especialmente no caso dos antibióticos. Os remédios são metabolizados juntos no fígado. Então, se o organismo tiver que escolher um dos dois pra metabolizar, ele vai priorizar o antibiótico. Os antidepressivos também merecem atenção especial. Quem vai iniciar o uso deste tipo de medicação deve avisar o psiquiatra para ele prescreva algo adequado. A camisinha nunca é dispensável e se faz ainda mais importante para as mulheres que estão fazendo uso de alguma medicação.

Pílula
Tem maior variedade de dosagens e composições. Toma-se um comprimido por dia, sempre no mesmo horário, por 21 dias seguidos. Na semana de pausa, a mulher menstrua. São apenas de progesterona ou combinadas com estrogênio, sendo que as mais modernas têm dosagem de estrogênio abaixo de 35mg. A utilização é diária com pausa para a menstruação. Ajuda no controle da menstruação e diminuição das cólicas. Age interrompendo a ovulação,diminuindo a movimentação das trompas e espessando o muco do colo uterino, o que previne a fecundação e, portanto, a gestação.

DIU (Dispositivo Intrauterino)
Existem dois tipos de DIU: DIU de cobre e DIU de progesterona. O DIU de cobre, com duração de cinco a dez anos, deve ser evitado por mulheres com cólicas ou fluxo abundante, já que pode agravar os sintomas. O DIU de progesterona dura cinco anos, alivia cólicas e reduz ou suspende a menstruação sendo indicado para quem tem endometriose ou fluxo menstrual abundante.

Injetável
O tipo mensal é indicado para quem tem náuseas, distúrbios intestinais e intolerância gástrica às pílulas orais. Ideal para quem faz uso de outra medicação que possa diminuir a absorção por via oral. A trimestral apresenta menor contraindicação para quem tem problemas cardiovasculares, já que não contém estrogênio, mas pode levar a ganho de peso e dificultar a gravidez quando você parar o tratamento. Necessitam de prescrição médica.

Adesivo
É colocado na pele, que passa a absorver os hormônios. Como cada adesivo dura uma semana, são feitas três trocas seguidas pela própria paciente. Na quarta semana, há uma pausa para a menstruação, e o ciclo recomeça. É usado por mulheres que têm intolerância gástrica à pílula e contraindicada para quem tem trombose ou doenças coronarianas. Feito com estrogênio sintético e progesterona. Pode ser aplicado na região posterior do ombro, virilha ou na parte superior da nádega. É retirado a cada sete dias, durante três semanas, com uma semana de pausa para a menstruação.

Anel vaginal
Indicado para quem tem enjoo ou dor de cabeça com a pílula oral. É colocado no fundo da vagina e mantido no local por três semanas – tempo em que permanece liberando hormônios. Depois disso a mulher menstrua. Feito com estrogênio sintético e progesterona. É inserido pela própria mulher e permanece por 21 dias com interrupção de uma semana para menstruar. O anel não sai e não é sentido durante a relação sexual.

Mitos sobre as pílulas anticoncepcionais

1. Nenhum método é 100% seguro. O uso pílula anticoncepcional pela mulher é muito importante. Mas, não podemos deixar de falar do preservativo que, além de evitar a gravidez, previne contra doenças sexualmente transmissíveis. É necessário que a mulher procure seu ginecologista para um acompanhamento maior.

2. A pílula anticoncepcional muda o humor sim, mas o torna melhor! É fato que a pílula é um excelente tratamento para a Tensão Pré-Menstrual (TPM). Pesquisas mostram que, via de regra, elas melhoram o humor da mulher ou deixam estável neste período.

3. Muitas mulheres associam o uso da pílula ao aparecimento das tão temidas celulites. Isso só acontece se o remédio escolhido contribuir com a retenção de líquido e se a mulher apresentar predisposição genética pra tal.

4. O melhor termo seria edemaciar ( semelhante a inchar), o que depende de inúmeros fatores, como a dose e o tipo de hormônio contido na pílula e características pessoais de acordo com o organismo de cada uma. Os efeitos não ocorrem em todas as mulheres e podem parar nos primeiros meses de uso. DIU é o método que – teoricamente – engorda menos, pois coloca menos hormônio na circulação. Depois, aparecem a pílula e o adesivo, que funcionam com pequenas doses diárias de hormônios. A injeção mensal vem em terceiro lugar, porque usa uma dosagem alta de estrógeno e progesterona.

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