Dieta Crudivorista

Série Você é o que você come

  • Crudivorismo | Acertei Saúde

Esta é outra dieta com variações. Há seguidores que não comem nada de origem animal e nem alimentos cozidos. Mas há um grupo menos radical que inclui mel e por vezes peixe ou laticínios na dieta. Também chamada de “alimentação viva” ou “comida viva”, a dieta crudivorista tem como base alimentos crus, fruta fresca ou seca (desidratada), vegetais, sementes, grãos germinados como o germe de trigo e algas.
O escritor e estudante de nutrição Eduardo Corassa é um adepto de uma variação do crudivorismo, a dieta frugívora crua, exclusiva de frutas, vegetais, sementes e nozes. O Eduardo, além de cumprir a dieta à risca, tem três livros que falam sobre o assunto e mais três em produção.
Quais motivos impulsionaram Eduardo? Apesar de estar no terceiro ano da faculdade de nutrição ele é autodidata no assunto há 6 anos, tendo lido um centena de livros das principais vertentes da medicina e nutrição, assim como publicações nos principais jornais médicos científicos. Esta dedicação veio da vontade de curar-se. O que o motivou a aderir a esta dieta foi a vontade de melhorar sua performance profissional e os graves problemas que tinha de saúde. “Na adolescência eu fui um competidor cibernético, ou seja, jogava um jogo de computador profissionalmente, e percebi que minha saúde influenciava na minha habilidade no jogo, da mesma forma que a saúde de um atleta influencia na performance dele em seu respectivo esporte, para melhorar minha saúde, eu precisava melhorar de problemas como constipação crônica, fadiga crônica, alergias, faringite, pré-diabetes, baixo rendimento escolar e físico, entre outros problemas”.

Decidido a mudar, visitou muitos médicos e a orientação vinha seguida de uma frase de consolo: Tome esses remédios ou faça uma cirurgia comigo e fique tranquilo, tudo vai ficar bem. Ele lembra que desde que decidiu potencializar sua saúde, ele esteve para fazer duas cirurgias, passou por inúmeros tratamentos e por indicação de dietas loucas, “como me entupir de pedaços de animais mortos há meses ou até mesmo há um ano atrás, depois cozidos, fritos ou assados, cheios de temperos não saudáveis. Ou até mesmo das secreções mamárias de uma vaca pasteurizadas (leite) ou apodrecidas (queijo)”.

Ao completar 22 anos percebeu que ainda estava doente como um todo, pois tinha febre, alergia, constipação constantes, vivia lutando com o peso e sentia-se dopado após os remédios e tratamentos da medicina alopática. “Quando percebi que chegava a pagar 200 reais por uma tradução, sempre que visitava meu médico e passei 22 anos seguindo a alopatia e pelo menos uns quatro anos tentando ir frequentemente a médicos, vi que estava na hora de me responsabilizar pela minha saúde e compreender que eu era responsável por ela. Só eu posso escolher como viver e que o modo que eu vivo influencia na minha saúde”.

Um médico próximo a família sugeriu, quando começou há 6 anos, que ele não aguentaria mais de três meses com a dieta frugívora e que após esse período provavelmente morreria. Outros dizem que a dieta é radical e alguns falam que nunca conseguiriam fazê-la. Entretanto, Eduardo afirma que “inúmeros médicos através do mundo recomendam o que eu faço ou quase o que eu faço. Os dois cardiologistas do Bill Clinton recomendam quase o que eu faço, só que eles ao invés de usarem frutas como a base, utilizam carboidratos complexos como arroz e feijão. Discordo deles porque não acredito que cozinhar e comer comida de pássaros é algo natural ao ser humano. Nossos parentes mais próximos na natureza comem frutas e vegetais. Vivem suas vidas inteiras sem saber o que são grãos ou leguminosas”.

Hoje em dia, a saúde é a norma e, segundo Eduardo, seu conceito de saúde é muito diferente do que todas as pessoas em uma dieta onívora acreditam vivenciar. É algo muito além da “saúde”. Com frutas e sem grãos, vive há seis anos sem nenhum sintoma se quer, nem mesmo um espirro ou uma dor de garganta, e sua performance física e mental estão 100%. Eduardo Corassa é uma pessoa feliz!

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